Domesticação De Animais: Carinho A Quatro Patas

18 Feb 2018 09:33
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Cachorro é como menina: basta aparecer perto de uma pessoa para ganhar afeto e simpatia. Gatos, tartaruguinhas e papagaios são igualmente convidativos a um afago. Debaixo do mesmo teto, os animais se misturam à vida dos homens trocando companhia e amizade, numa conexão muito além de qualquer sentido utilitário. Cachorros, gatos, peixes e outros animais domésticos não são criados pra cuidar de alimento, como galinhas no fundo do quintal, nem sequer tampouco pra auxiliar no trabalho, como burros de carga.A paixão por bichos atravessa a história humana e independe da geografia. Num nação como os Estados unidos, existem hoje 475 milhões de animais domésticos - dos quais quarenta e oito milhões de cães e vinte e sete milhões de gatos - ou dois pra cada habitante. Estima-se que 10% dos brasileiros tenham um cachorro. Pela França, a relação é de dezoito animais domésticos por 100 habitantes. Números significativos existem identicamente da Suíça ao Japão. É uma convivência sem fronteiras.Todavia o que leva os homens no mundo ainda mais urbanizado de hoje a apreciar a companhia de bichos? Antes de qualquer coisa, a história dessa combinação é bem mais antiga - vem do tempo em que as sociedades humanas não passavam de agrupamentos em que a organização familiar e social, bem como a divisão de tarefas, somente engatinhava. Ao aprender a cultivar a terra, o homem do Neolítico compreendeu também a fazer animais como reserva alimentar. Disso nasceu a teoria que explicava a agregação gente-bicho exclusivamente em termos de domínio dos animais pelo homem.Mais pouco tempo atrás, todavia, entrou em cena o conceito de co-prosperidade, que sinaliza na direção de uma espécie de pacto implícito entre bichos e pessoas, com vantagens para ambas as partes. Os lobos, primeiros animais domésticos e ancestrais dos atuais cachorros, ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores, comida sem ser obrigado a disputá-la com outros carnívoros e até o abrigo aconchegante do calor das fogueiras. Os assentamentos humanos tornaram-se referência abundante de sobras de alimentos, que atraíram pássaros, que por sua vez atraíram gatos e por isso por diante. À medida que a convivência evoluía, os animais foram se tornando também instrumentos de estima, em uma recorrência que permeia diversas culturas e épocas.Os opulentos habitantes da antiga cidade grega de Síbaris, no sul da Itália (da qual veio o adjetivo sibarita, pra nomear pessoa rica e indolente), e alguns participantes da aristocracia ateniense tinham especial predileção pelos cachorros. Na China, o cão pequinês era venerado na dinastia Han, há por volta de 1000 anos. Mesmo na Inglaterra do século XVII, enquanto o público formava cavalos até que morressem ou torturava bois e porcos ao matá-los, os monarcas da dinastia Stuart eram apaixonados por cães. Ao vir ao Novo Mundo, os europeus descobriram que tribos americanas mantinham animais de estimação. Era o caso dos navajos e seus gatos.Se para os animais a proximidade dos humanos foi um achado, os homens também lucraram, tirando sustento da carne dos bichos que montavam e usando tua potência para guarda, trabalho e transporte. É certo que essa ligação originalmente utilitária de dominação foi sedimentando pela mente humana a percepção da inferioridade animal.Daí a maltratá-los desnecessário ou mesmo por alegria foi um passo, como acontecia rotineiramente pela Europa até o século XVIII. Este sentimento é a porção mais interessante da convivência entre homens e animais. O animal responde incondicionalmente ao afeto dos homens”, analisa a psicóloga Maria Helena Scherb, dona de um cachorro e dois gatos. O psiquiatra americano Aaron Katcher, autor de muitos livros sobre isso homens e bichos, vai mais distante. Para ele, os animais influem diretamente sobre a saúde física e psicológica dos donos.Nas situações em que se está desalegre ou solitário, um animal serve pra fazer companhia. Ademais, é qualquer coisa vivo pra se tomar conta e para se notar essencial, já que o bicho depende da pessoa. Em ocorrências de amargura ou de pânico, o animal tem êxito como referência de apaziguamento: ao tocá-lo e afagá-lo, poderá-se comprar algum sentimento de segurança.Onze "O Concurso de Lindeza" 09 de junho de 200426 "Um Desastre de Camarada" 25 de setembro de 2010quatro Ligações externasPeito de frangoAll Love, Dr. Stanleyis?TPZSBdfvWc8ivjZqvjrVIjvySQPRhGkz-R97lImvKS8&height=207 O ser humano tem uma inevitabilidade de contato físico que é preenchida pelo animal”, nota a veterinária Hannelore Fuchs, que se doutorou em Psicologia pela Instituição de São Paulo em 1987 com uma tese sobre o assunto homens e animais domésticos. Como se entende, a existência atribulada das enormes cidades não é sempre que deixa tempo (ou cabeça) para que as pessoas dêem ou recebam simpatia pela hora que desejam. Então, se o bicho homem mais próximo está ocupado, a alternativa pra diversos é afagar o de 4 patas. Para uma moça, como por exemplo, um cachorro podes cuidar como aula de vida: o bicho cresce diante de seus olhos, engravida, tem filhotes, fica doente, morre.Por um lado menos prático e mais sentimental, o cachorro tem êxito como subcessor dos pais provavelmente ausentes num momento em que a guria necessita de estima, ou ainda que ela luta com eles. Cada garoto que tenha um cão chora as mágoas para ele no momento em que fica chateado. Nem sequer é necessário ser moça para bater longos papos com os bichos e neles descobrir conforto.A apresentadora de televisão Xuxa diz que domina e gosta mais de moças e animais do que de adultos. Em sua casa vivem dezoito cachorros, dez micos, 40 periquitos, 3 papagaios, um tucano, 2 faisões, duas codornas, um carneiro, e também - ufa! As meninas e os animais gostam do meu jeito de ser mesmo que esteja mal vestida e sem maquiagem, ao oposto dos adultos”, observa Xuxa. Ela conta que no momento em que tem problemas e quer desabafar discussão com os bichos, principalmente com o fila Xuxo: “Eles só ouvem, não recriminam não respondem, e o Xuxo ainda chora perto comigo e tenta me alegrar”. Bicho não é só consolo de jovem. Os velhos padecem de um isolamento gradativo devido à idade e ao culto da juventude que permeia a cultura ocidental nos dias de hoje.

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